domingo, 9 de agosto de 2020

Dia dos Pais

 Parabens a meus Amigos Pais!!!

Vamos em tentativa e erro.

Embalados pelo Amor, com a esperança de formar uma pessoa melhor que nós mesmos.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Risadas como Moldura

É noite.

Quero tirar minhas Filhas do computador.

Sorrateiramente desligo a internet e sugiro a leitura de um livro.

Pego "Memórias de Emília".

Criança eu não li nada de Monteiro Lobato.

Oportunidade pra mim e para elas.

O livro começa e é bom.

Minhas Filhas rolam de rir com Emília.

Um sol se abre entre nós.

O texto melhora a cada momento. Ótimo para crianças e adultos.

Começo a achar o cara um gênio.

Segue um trecho (da parte boa para adultos) para provar:

 "A vida, Senhor Visconde, é um pisca-pisca. A gente nasce, isto é, começa a piscar. Quem pára de piscar, chegou ao fim, morreu.  Piscar é abrir e fechar os olhos - viver é isso. É um dorme-e-acorda, dorme-e-acorda, até que dorme e não acorda mais. A vida das gentes neste mundo, senhor sabugo, é isso. Um rosário de piscadas. Cada pisco é um dia. Pisca e mama; Pisca e anda; Pisca e brinca; Pisca e estuda; Pisca e ama; Pisca e cria filhos; Pisca e geme os reumatismos; Por fim, pisca pela última vez e morre.
- E depois que morre - perguntou o Visconde.
- Depois que morre, vira hipótese. É ou não é?"

Minhas Filhas vão dormir.

Me animo a continuar na leitura.

Sem elas, a noite segue silenciosa e sem risadas.

Começo a achar Monteiro Lobato muito chato.

Abandono o livro.

Espero continuar amanhã, quando as risadas fizerem moldura.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

A Pós


Gare du Nord. Paris.

Acho que nasci em um ônibus.
Primeiro pegava o Cometa que ia pra Poços. Depois o Santa Cruz que me levava até Muzambinho. Depois outro Santa Cruz até Monte Belo.
9 horas.
A ida era fácil.
Duro era voltar: Alfenas (Santa Cruz), Pouso Alegre (Passaro Marron ou Transul) Santa Rita, Itajubá.
Um dia inteiro na estrada.

Comecei o circuito Itajubá/Monte Belo ao nascer.
Com 10 já ia sozinho.
Com 13 metade do percurso era de carona.
Nos tempos de universidade eram 15 horas de ônibus em várias baldeações.
Dentre minhas loucuras, nada supera 48h de ônibus até Fortaleza/CE.
Voltei lá de avião. Não tem o mesmo sabor. Chega a ser chato.
Em avião ninguém abre um pacote de Fandangos.
Viajar de ônibus seria um tormento se não fosse um fato: adoro viajar.
Foi assim que - quando me vi na Gare du Nord, pegando um TGV - senti que estava terminando minha pós-graduação em busão.